domingo, 8 de janeiro de 2012

Uma noite eu tive um sonho. Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do céu, passavam cenas de minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixadas pegadas na areia. Um par era meu e o outro do Senhor. Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para as pegadas na areia e, notei que muitas vezes no caminho da vida havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis de minha vida. Isso aborreceu-me deveras, então perguntei ao Senhor: - Senhor, tu me disseste que, uma vez que eu resolvi te seguir, tu andarias sempre comigo, todo o caminho. Mas notei que nos momentos das maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas. Não compreendo, porque na hora em que eu mais necessitava, tu me deixaste? O Senhor respondeu: - Meu precioso filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas um par de pegadas, foi aí que eu te carreguei em meus braços.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lembrou do dia em que sonhou ter um cachorro só para ele. E explicava:
- Eu não tenho irmão, cachorro serve.
- Cachorro dá hidrofobia - disse a avó
- Dá o quê?!
- Doença!
- Mas a gente cuida dele, ué!
- Apartamento não é lugar pra cachorro - descreta o pai - e sabe quanto custa
alimentar um gigante desses?
- Eu quero um pequenininho
- Pequeno é pior ainda. Fica doente à toa.
- Então eu quero um amigo. Você compra?
Depois durmo com a sensação estranha de que quero ser diferente do que sou,
ou de que sou diferente do que quero ser, ou talvez de me comportar diferente
do que sou ou do que quero ser.

domingo, 9 de outubro de 2011



Ventava forte, as primeiras gotas de chuva começavam a esconder minhas lágrimas e lavavam minha alma. Cheirava chuva, as nuvens negras e carregadas da tempestade que estava por vir se moviam rapidamente sobre minha cabeça, o silêncio ecoava em minha mente. O banco vazio onde eu estava sentada me remetia a tudo o que eu queria esquecer, sentia que pouco a pouco o tempo ia me corroendo, machucando, quebrando. Mas nem eu me importava mais. A dor era sempre a mesma e, por oras, as lágrimas caíam e eu me demorava a lembrar o motivo.


Era um pássaro que voava suavemente no horizonte, desprovido de liberdade, mostrando sua beleza. Uma beleza natural, passiva, leve e profunda. Era intocável, distante, surreal. Quando pousava, encantava, então partia, e não mais voltava. Era doce e indomável, guardava teus sentimentos para poucos, mas para os que amava, era intenso, verdadeiro. Arisco, guardião de si e dos teus bens, independente, livre. Era de quem o olhava, mas não era de ninguém, era seu. E isso o bastava.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011



Você cuida de mim?
Mesmo que eu seja uma pessoa egoísta e ruim?


Aquele dia esqueci de te dar um abraço
Antes de você entrar no carro, eu contei seus passos e o momento
para ir correndo te abraçar e dizer: "que legal isso!"
Mas não deu.
Acho que o acaso terá que nos pegar novamente.

sábado, 27 de agosto de 2011


Nunca feche os olhos para o mundo,
pois há pessoas no mundo que esperam seu olhar.

Ando devagar porque já tive pressa
Sorrio porque já chorei demais
Cada ser tem dentro de si
O dom de ser feliz.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Bati com toda minha força o braço no piano e coloquei as mãos no meu rosto.
Como de costume fechei os olhos e gritei "Não, está tudo errado." Era difícil, sempre foi.
Apresentar-se sozinha na frente de todo mundo é um trabalho difícil... mas as notas, o tempo,
o dedilhado, tudo estava errado.
Respirei, tentei tocar tudo de novo e não consegui, tudo errado. De repente desceu uma lágrima que caiu em uma das teclas do piano. O sombra do medo de não conseguir tinha voltado a me perseguir, eu tentei ser forte mas as vezes é inevitável lembrar o quanto te falaram que você não iria conseguir. Comecei a chorar mais.
Pensei em tudo que eu já tinha o privilégio e o azar de ter a experiência, pensei que eu iria tentar fazer igual ao que eu fazia. Mas é difícil, eu não queria, mas as vezes choro porque certas horas parece que eu não irei conseguir.
Parei, olhei para o piano. Eu não iria desistir agora, não é fácil subir naquele palco, mas cada aplauso é gratificante. Não. Eu tentei de novo, nada vai ser fácil. E mais uma vez toquei a primeira nota da música, torcendo para que a última nota chegasse perfeita ao fim.

domingo, 24 de julho de 2011


João Carlos Martins. Começou a estudar piano aos 8 anos de idade.
Ganhou vários prêmios como pianista, um deles foi o concurso da Sociedade Brito
em São Petesburgo.
Um acidente em um jogo de futebol em New York fez com que ele tivesse que se distanciar
do piano. Superou.
Após isso uma doença se desenvolveu e atrofiou seus dedos. Ele vendeu todos os seus pianos
e foi lutar boxe, querendo estar longe da música. Não conseguiu, voltou a tocar com apenas
alguns dedos funcionando.
Sofreu um assalto e um golpe na cabeça fez com que ele perdesse o movimento das mãos.
Sofria fortes dores e a cada dia tocava menos e menos. Decidiu não parar com sua paixão
e foi ser maestro. Não conseguindo virar as páginas das partituras, João Carlos decora cada
nota para poder reger.
Até hoje faz um trabalho social em favelas onde ajuda crianças carentes e sem futuro a
encontrar um refúgio na música.
João Carlos Martins, mais do que um célebre maestro e pianista, um exemplo de superação.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

A melhor coisa em fazer alguém feliz
é ver uma lágrima se transformar em um sorriso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Família

Oi, meu nome é Felicidade!
Faço parte da vida daqueles que tem amigos, porque ter amigos é ser feliz!
Faço parte da vida de pessoas como você, pois viver assim é ser feliz. Faço parte daqueles que acreditam na força do amor e que, para uma história bonita nunca há um ponto final.
Eu sou casada sabiam? Eu sou casada com o Tempo. Ele é responsável pela resolução de todos os problemas: ele concerta corações, cura machucados, destrói as tristezas.
Juntos eu e o Tempo tivemos 3 filhos: a Amizade, a Sabedoria e o Amor.
A Amizade é uma criança linda, sincera e alegre. Une todas as pessoas e pretende nunca ferir
mas sempre consolar.
A do meio é a Sabedoria: culta, íntegra, sempre foi apegada ao seu pai o Tempo. A sabedoria e o Tempo caminham sempre juntos.
O caçula é o Amor. Ah, Como esse me dá trabalho! Como é teimoso, às vezes decide encantar apenas um coração!
Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para unir dois corações, não infiltrar-se apenas em um! Mas o Amor é lindo, muito lindo e complexo. Quando ele começa a fazer seus estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu.
Tudo dá certo no final, se não der é porque ainda não acabou. Por isso acredite na minha família, principalmente no Amor... um dia eu, Felicidade, baterei na sua porta.



sábado, 14 de maio de 2011

A Pausa

Na música a pausa tem várias funções. Não há música durante a pausa, mas ela ajuda a construirmos a música. Ela serve como uma espécie de respiração para que possamos continuar firmes na nota seguinte... muitas pessoas pensam que a melodia simplesmente terminou, ela não terminou ela deu uma pausa para continuarmos firmes na próxima nota.
Na nossa vida necessitamos de pausa, necessitamos de um tempo para respirarmos, refletirmos e colocarmos as coisas em ordem. Isso parece tão difícil em nossa sociedade que exige cada vez menos pausas.
Não pare, apenas dê uma pausa, ela serve não para atrapalhar a melodia ou alterar o som, ela serve para aprimorar. Dê uma pausa e continue a melodia.

domingo, 8 de maio de 2011

Palavras para minha Mãe

Mãe, tenho pena. Sempre esperei que entendesses as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz. Sei que hoje apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
Pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te desculpas, mãe, e sei que isso não é suficiente.
As vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo. A fotografia que estou em teu colo é a mais bonita que tenho. Gosto quando estás feliz.
Lê isto: mãe, te amo.
Eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não escrevi estas palavras, sim, mãe, hei de fingir que não escrevi estas palavras, e tu hás de fingir que não as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.
À minha mãe e a todas as mães do mundo, um feliz dia das mães pelo maravilhoso dom que estas mulheres receberam: o dom de ser mãe.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mal tratada, deslocada, mal compreendida.
Errada, sempre em dúvida, arrogante e diminuída
Mas isso não me fez parar.