
Era um pássaro que voava suavemente no horizonte, desprovido de liberdade, mostrando sua beleza. Uma beleza natural, passiva, leve e profunda. Era intocável, distante, surreal. Quando pousava, encantava, então partia, e não mais voltava. Era doce e indomável, guardava teus sentimentos para poucos, mas para os que amava, era intenso, verdadeiro. Arisco, guardião de si e dos teus bens, independente, livre. Era de quem o olhava, mas não era de ninguém, era seu. E isso o bastava.
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