
Ventava forte, as primeiras gotas de chuva começavam a esconder minhas lágrimas e lavavam minha alma. Cheirava chuva, as nuvens negras e carregadas da tempestade que estava por vir se moviam rapidamente sobre minha cabeça, o silêncio ecoava em minha mente. O banco vazio onde eu estava sentada me remetia a tudo o que eu queria esquecer, sentia que pouco a pouco o tempo ia me corroendo, machucando, quebrando. Mas nem eu me importava mais. A dor era sempre a mesma e, por oras, as lágrimas caíam e eu me demorava a lembrar o motivo.
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